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Inovação Tecnológica: o que isso tem a ver com você, revisor?


Dos incunábulos à máquina datilográfica, a revisão de texto percorreu um longo caminho. Agora, a alta tecnologia altera, profundamente, o trabalho do revisor, não apenas na rapidez e na eficiência com a editoração eletrônica, mas também na nova atribuição: considerar o texto em seu sentido mais amplo, com elementos verbais e não verbais.

         

Falar em tecnologia no fazer textual é falar em mudança de suporte, em novos gêneros, em novos públicos; na rápida disseminação de ideias e nos efeitos causais desses textos. Se as sociedades modernas são cada vez mais mediadas pela tecnologia, a revisão se renova, entrelaçando-se com a Semiótica.


Toda essa evolução tecnológica demanda mais do revisor: cultura geral; domínio das teorias de tipos e de gêneros textuais cada vez mais híbridos; conhecimento das variações linguísticas, das teorias da Análise de Discurso Crítica e da Semiótica Social da Multimodalidade. Em vez de especializar ainda mais as funções do revisor, a tecnologia diluiu a fronteira também entre as funções dos profissionais do texto. Recursos digitais amigáveis permitem que uma única pessoa edite, diagrame, corrija, analise relações entre texto e imagem, em uma multimodal production single-handedly. Novos arranjos sociais e comunicacionais achataram a hierarquia, dando lugar a práticas altamente articuladas.


A multiplicidade de recursos semióticos – música, fotografia, filme, mapas, desenhos – se moveu, então, para o centro das práticas comunicativas pós-industriais. A linguagem começa a ser vista como auxiliar desses outros modos semióticos de comunicação. O novo revisor, portanto, navega, ainda sem bússola, em meio às antigas e às novas linguagens em diversos suportes, do impresso ao on-line, passando pelos textos vistos-e-ouvidos. Sem grandes mestres, ele tenta acompanhar as novas linguagens e suas exigências, em uma atuação necessariamente crítica, moderna, reflexiva e recursiva.

           

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